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Desde bem pequena sempre adorei ler e escrever. Li todos os tipos de livros que me chegaram às mãos. Na adolescência, comecei a escrever. Costumava escrever contos. Um pouco
mais adiante, na faixa dos 20 aos 30 anos, eram cartas: aos amigos, namorados, companheiros, a quem me fosse ligado de alguma forma.
Comecei também a fazer poesias.
Um dia parei de escrever, e isso durou alguns anos. Foi como se as emoções tivessem se ausentado de mim; refugiadas dos outros e do mundo. Até que a necessidade – sempre foi a
forma que usei para me expressar e me situar quanto às pessoas, coisas e situações – voltou com força total: redespertada.
Soube então que iria escrever meu sonhado livro – tinha chegado a hora – e parei para pensar o que queria que ele fosse para mim e para os
outros. Descobri que queria escrever com o coração, com muita verdade e liberdade. Que o faria de forma muito simples, como se estivesse
contando uma história.
Conversando com minha filha, ela sugeriu que eu escrevesse sobre minha vida, que as pessoas iriam se identificar com o que eu tinha
vivido. Lembrei de meu escritor favorito, J. D.
Salinger, que uma vez disse que tudo que ele queria era que seus livros tocassem corações.
Foi o que fiz. Um livro simples, escrito com muita emoção querendo apenas tocar corações.


